CooLabora - Intervenção Social
13 anos
memórias, estórias e sonhos
Cerca de meia centena de pessoas juntou-se na tarde de
domingo, dia 14 de Fevereiro, para assinalar de forma emotiva os 13 anos de
actividade da CooLabora. Em contexto de pandemia, a sessão decorreu online e
reuniu um conjunto alargado de memórias e de perspectivas para um mundo cheio
de incertezas.
O momento ficou marcado pela associação que cada
participante fez de um objecto à CooLabora. Foram muitas as histórias, as
estórias, as memórias e os sonhos trocados, que culminaram com as razões de
celebração da cooperativa de intervenção social, nomeadamente, o empenho e
persistência da equipa, das/os cooperantes, das pessoas que fizeram estágios e
das voluntárias e amigas. E porque o trabalho colaborativo faz intimamente
parte do ADN da CooLabora, foi, também, celebrado o trabalho colectivo com as
entidades parceiras e com todas as redes onde a cooperativa está envolvida.
Em suma, a celebração foi sobre o que move e continuará a
mover a CooLabora: 1) a construção da igualdade entre homens e mulheres porque
é a mais invisível, a mais consentida e transversal de todas as discriminações;
2) a luta contra a violência doméstica e
de género, que atenta directamente contra os direitos humanos; 3) a igualdade
no acesso à educação de crianças e jovens que vivem com recursos escassos; 4) a
integração de pessoas que são de uma etnia não maioritária; e 5) a
experimentação de outras formas de organização económica e social que
escapam à lógica capitalista mercantil,
como o espaço Troca a Tod@s que ainda não foi inaugurado, mas que funciona, ou
a reflexão e acção que se começa a encetar sobre uma educação transformadora.
A presidente da direcção da CooLabora destacou, ainda, a
urgência “do aqui e do agora” e a tensão permanente e contraditória entre
reforma e transformação: “Porque há urgências que se impõem, como as crianças
que precisam de estudar e não têm condições, ou as vítimas que batem à porta do
gabinete, onde temos de agir com uma intervenção remediativa, mas não
esquecemos que o nosso caminho é a transformação, para uma sociedade mais
igualitária, democrática, justa e ecológica”, referiu Graça Rojão.
Aos 13 anos, a CooLabora continua a procurar no presente as
sementes de um futuro possível, de utopias concretas e é nessa imaginação
projectual que constrói os passos e o caminho, do ainda-não, ou, como diz o
Boaventura Sousa Santos, do “modo como o futuro se inscreve no presente e o
dilata” enquanto possibilidade concreta e consciência emancipatória.