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VOARTE

Festival InArt no Teatro do Bairro

De 24 a 47 de Junho, o Festival InArt dá visibilidade diversos contextos, experiências e linguagens

O InArt – Community Arts Festival reafirma em 2026 o seu papel enquanto plataforma de apresentação e encontro, reunindo artistas nacionais e internacionais em torno de práticas artísticas inclusivas e participativas. Nesta edição, o festival dá visibilidade a projectos que reflectem a diversidade de contextos, experiências e linguagens, colocando em diálogo diferentes abordagens à criação contemporânea.

De 24 a 27 de Junho, o festival ocupará o Teatro do Bairro, promovendo o encontro entre diferentes práticas e contextos de criação.


Parte significativa da programação Festival InArt decorre no Teatro do Bairro, reunindo artistas nacionais e internacionais e promovendo o encontro entre diferentes práticas e contextos de criação:

24 de Junho | 19h

b(l)alloon, Blip | inclusive multisensory project (GR)

O Blip | inclusive multisensory project é composto por artistas com e sem deficiência e centra a sua prática no som e no movimento silencioso, na experiência corporal e na relação orgânica entre o corpo e a matéria. O grupo irá apresentar a performance b(l)alloon, da autoria das coreógrafas Yiota Peklari e Vassia Zorbali (GR), onde o corpo funciona simultaneamente como instrumento e como linguagem e onde se exploram formas de criação colectiva baseadas na escuta, na sintonia e na presença física. b(l)alloon convida o público a sentir-se parte integrante de um ambiente partilhado, onde diferentes formas de compreender e interagir são valorizadas.

 

25 de Junho | 19h

My Body? My Sex!, NOÉ (PT)

NOÉ apresenta My Body? My Sex!, parte de uma série de encontros e oficinas do artista com comunidades locais, que darão depois forma a um espectáculo final. A performance, resultado de um processo criativo, explora o potencial transformador e libertador do corpo, refelctindo sobre género, identidade, sexualidade, desejo e dinâmicas de poder. O projecto de NOÉ procura ampliar as formas de representação do corpo, da identidade e do desejo no espaço artístico.

 

She's Ready, de Nina Cavalcanti (DE) 9'

O filme desconstrói narrativas e cria outras, revelando ritmos e danças alternativos ao brincar com a linguagem corporal e o gesto. She’s Ready é sobre gestos, atitudes, escolhas e movimentos.

 

The Occurrence of Colours by Night, de Sophie Lenglachner (AT/DE) 5'

 

A estética distópica e de género fluido da artista têxtil Sophie Lenglachner centra-se na beleza da escuridão e nos brilhos reflexivos da luz. A coreografia do bailarino contemporâneo Jan Kollenbach joga com a dinâmica da oscilação entre a sombra e a luminosidade.

 

26 de Junho | 19h

The Crossing, Jordi L. Vidal (ES/BE)

Em The Crossing, Jordi L. Vidal explora a relação com o plástico e o problema da poluição nos oceanos. Com base nesta temática, o artista espanhol-belga irá conduzir laboratório coreográfico com um grupo de profissionais e amadores, para explorar a criatividade através do movimento. Durante 5 dias, o grupo irá trabalhar a dança, o teatro e a manipulação de objectos, para apresentar uma performance no final da semana. Será um momento de reflexão sobre a relação com o mar, um tema intrinsecamente português.

 

Há Mar e Mar, de Chris Poulles (PT) 7'

Uma curta-metragem que apela à ação em prol das aves marinhas que morrem todos os anos em todo o mundo devido à poluição plástica dos oceanos.

 

Entangled Waters, de Robin Bisio (EUA) 6'

Neste filme, bailarinos subaquáticos cambaleiam, orientam-se e apoiam-se uns aos outros num turbilhão de plásticos iluminados, inspirados pelo painel “O Dilúvio”, de Miguel Ângelo, no tecto da Capela Sistina.


27 de Junho | 19h

The Sea, Douglas Rosenberg (EUA)

O último dia de programação do InArt 2026 é marcado pela visualização do filme The Sea, do artista e teórico norte-americano Douglas Rosenberg. A longa-metragem, filmada em localizações ao longo do Mar Báltico, explora o envelhecimento e as relações íntimas entre homens na terceira idade. Com um elenco composto predominantemente por atores não profissionais da região de Fårö, The Sea reflete sobre a camaradagem e as formas como as experiências da vida deixam as suas marcas nos nossos corpos.

 

Todas as sessões no Teatro do Bairro contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Bilhetes em breve aqui.